sexta-feira, 1 de junho de 2018



Contar a Vida


Não há como contar a vida pelo tempo que aqui estamos, pois podemos estar aqui por muito tempo e pouco desfrutar de todo este tempo. Talvez a vida possa ser contada exatamente a partir do que fizermos deste tempo que aqui estamos.


Jorge Nicoli, aprendiz de poeta, diletante filosófico, escrevinhador lorenense, que nasceu em Guaratinguetá em 1945









Busca Inútil

Por que viver procurando sentido para a vida? Acredite, é uma busca inútil, pois não há sentido para a vida, porquanto se houvesse não haveria sentido no viver.

Jorge Nicoli, aprendiz de poeta, diletante filosófico, escrevinhador lorenense, que nasceu em Guaratinguetá em 1945




A Razão do Viver


Nada a fazer senão viver e viver é se reconstruir a todo instante, assim vai se construindo uma vida que é a razão essencial do viver.



Jorge Nicoli, aprendiz de poeta, diletante filosófico, escrevinhador lorenense, que nasceu em Guaratinguetá em 1945


A Falácia do Homem Livre

Cá entre nós, a servidão, de preferência sorridente, é pois inevitável. Mas não o devemos reconhecer. Quem não pode fugir a ter escravos, não valerá mais que os chame homens livres?

Por princípio, em primeiro lugar, e depois para os não desesperar. É-lhes bem devida esta compensação, não acha? Deste modo eles continuarão a sorrir e nós manter-nos-emos de consciência tranquila. Sem o que, seríamos forçados a voltar-nos para nós mesmos, ficaríamos loucos de dor, ou até modestos, tudo é de temer.

Albert Camus, escritor, poeta, dramaturgo, filósofo francês, nascido na Argélia em 1913




O Passado como Referência


Mas eu não ignoro as ameaças que o futuro encerra, como também não ignoro que é o meu passado que define a minha abertura para o futuro. O meu passado é a referência que me projeta e que eu devo ultrapassar.



Simone de Beauvoir, escritora, poeta, feminista, que nasceu em 1908, na França


De Sartre


Os dias mais recuados de sua infância, o dia em que dissera: "Serei livre", o dia em que dissera: "Serei grande", apareciam-lhe, ainda agora, com seu futuro particular, como um pequenino céu pessoal e bem redondo em cima deles, e esse futuro era ele, ele tal e qual era agora, cansado e amadurecido. Tinham direitos sobre ele e através de todo aquele tempo decorrido mantinham suas exigências, e ele tinha amiúde remorsos abafantes, porque o seu presente negligente e cético era o velho futuro dos dias passados.



Jean-Paul Sartre, que nasceu em 1905, na França



De Pessoa


Amamo-nos deveras? Amamo-nos ainda? Se penso vejo que eras
a mesma que és... E finda tudo o que foi o amor; assim quase sem do
r.


Fernando Pessoa, que nasceu em 1888, em Portugal