terça-feira, 4 de setembro de 2018




No Mundo das Banalidades


Todas as pessoas têm coisas importantes para contar. Se criarmos um ambiente de confiança, calmo, íntimo, surgem grandes histórias. Pessoas sem importância têm grandes histórias. Mas se faço uma pergunta banal, obtenho uma resposta banal. As pessoas têm uma grande necessidade de falar de coisas sérias. Mas acontece que não lhes dão oportunidade. Ninguém as quer ouvir. Vivemos num mundo de banalidade. O trabalho do escritor é resgatar as pessoas dessa banalidade.

Svetlana Alexievich, nascida na Bielorussia em 1948
Escritora e jornalista 




De Um Filósofo Brasileiro


= Se os sentidos nos enganam, quem nos há-de desenganar, ou como havemos de emendar esses mesmos sentidos enganados?

- Os sábios da terra não são os mais próprios para o governo dela.

Matias Aires, nascido em São Paulo, em 1705
Escritor e filósofo 





Felicidade Eterna


Antigamente todos os contos para crianças terminavam com a mesma frase, e foram felizes para sempre, isto depois de o Príncipe casar com a Princesa e de terem muitos filhos. Na vida, é claro, nenhum enredo remata assim. As Princesas casam com os guarda-costas, casam com os trapezistas, a vida continua, e os dois são infelizes até que se separam. 

Anos mais tarde, como todos nós, morrem. Só somos felizes, verdadeiramente felizes, quando é para sempre, mas só as crianças habitam esse tempo no qual todas as coisas duram para sempre.


José Eduardo Agualusa, escritor, nascido em Angola em 1960




O Poder da Indústria Cultural


O poder magnético que sobre os homens exercem as ideologias, embora já se lhes tenham tornado decrépitas, explica-se, para lá da psicologia, pelo derrube objetivamente determinado da evidência lógica como tal. Chegou-se ao ponto em que a mentira soa como verdade, e a verdade como mentira.

Cada expressão, cada notícia e cada pensamento estão preformados pelos centros da indústria cultural. O que não traz o vestígio familiar de tal preformação é, de antemão, indigno de crédito, e tanto mais quanto as instituições da opinião pública acompanham o que delas sai com mil dados factuais e com todas as provas de que a manipulação total pode dispor. A verdade que intenta opor-se não tem apenas o caráter de inverossímil, mas é, além disso, demasiado pobre para entrar em concorrência com o altamente concentrado aparelho da difusão.


Theodore Adorno, filósofo, sociólogo e músico, nascido na Alemanha em 1903




A Cura pelo Tédio - trecho


Sempre que fores atingido pelo tédio, deixa-te ser esmagado por este; submerge, bate no fundo. Em geral, com as coisas desagradáveis, a regra é: quanto mais cedo bateres no fundo, mais rápido voltas à tona. A ideia aqui é teres logo uma visão completa do pior. A razão pela qual o tédio merece tal escrutínio é que este representa tempo puro não diluído, de uma forma repetitiva, redundante e monótona.  O tédio é a tua janela para as propriedades do tempo, que tendemos a ignorar, necessário ao nosso equilíbrio mental.



Joseph Brodsky, nascido na Russia   em 1940, poeta e ensaísta

segunda-feira, 3 de setembro de 2018



Dia 15, sábado,
19:30 h
Casa da Cultura
na I Mostra Cultural
Arte em Si
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Foto: Tatá Cardoso
Arte: Nova Color 7

Começou a
I Mostra Cultural



Começou sábado, 1,a I Mostra Cultural Arte em Si, com a  exposição de fotos, de Tatá Cardoso e do Grupo de Teatro Sábia Indecisão – ficará até o dia 29 -, depoimento e bate papo sobre o dramaturgo Bertolt Brechr. Encerrando com voz e  violão  de José Ro


A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadas e área internaberto Lopes e  de Miguel Emmé e o brilho de Carmen Xavier, dizendo texto de Brecht.
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