quinta-feira, 7 de maio de 2015


Uma reflexão sobre a felicidade
            A felicidade é uma pluma que voa tão leve, mas tem a vida breve, aí precisa de vento sem parar, é uma gota de orvalho que balança até o sol raiar, depois cai e desaparece. Mais ou menos, estas as palavras de Vinícius de Moraes para descrever a felicidade.
Mas o que é a felicidade? Dinheiro em fartura? Não sei. Há quem diga que ele não traz felicidade. Ser pobre é ser feliz? Confesso que também não sei, mesmo não sendo lá muito rico. Alguns dizem que encontraram a felicidade quando resolveram aceitar Jesus como seu amigo, outros porque encontraram a sua alma gêmea. Já outros tantos não encontraram ninguém e, por isso, se sentem felizes. Consideram a liberdade como o maior dom da felicidade. Casos e casos, os quais  não me atreverei à analisar.
A verdade que todos procuram a felicidade, no jogo, no amor, em Deus, no campo, nas alturas, mar adentro. Pode ser que existam só momentos felizes, que esta felicidade que todos buscam seja tão somente uma ilusão.
Há ainda quem diga que só na ignorância se encontra a felicidade, isto é ,só os alienados do mundo seriam felizes. Pode ser. A criança é feliz no útero materno, por isso chora quando vem ao mundo. Vive no paraíso. O paraíso do qual foram expulsos Adão e Eva, por terem cometido o pecado de comerem o fruto do conhecimento. Deus lhes tinha prometido a felicidade desde que se mantivessem na ignorância. Desobedeceram e pagaram pela ousadia. Lógico que é uma metáfora. Metáforas que povoam livros de psicologia e alguns romances. O paraíso é o aconchego da felicidade.
Por isso que se busca o perdão divino, para estar no paraíso. O mundo sem guerra, sem violência, sem desamor, enfim sem os instintos humanos que fazem deste mundo, lugar caótico, e no caos não se encontra a felicidade ,mas que felicidade se procura afinal?
                                   Xangô
Colaborador do Sopa de Cebola

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Jack Gás e Água
parceiro do
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quarta-feira, 6 de maio de 2015


Será humano errar?

Por que não podemos errar? Uma indagação da qual não se pode esperar resposta, simplesmente porque não há uma resposta convincente. Errar é humano, diz o dito popular, só que não há tolerância com o ser humano que erra. O erro é inadmissível na ótica do ser humano, o que me parece ser uma enorme contradição. O ser humano não tolerar o erro, que é humano, de outro ser humano. Ou será que existe algum ser humano que não seja humano? Pode ser  um ET, tese defendida por alguns, que eles esteja entre nós, os humanos. Tese que os define como seres perfeitos; Uma casta de alienígenas, acima do bem e do mal. Uma tese.
Eu sou incrédulo, definitivamente não creio em ET, pelo menos por aqui. Não descarto a possibilidade deles estarem em algum ponto deste imenso Universo.
Mas voltemos ao erro, imperdoável ao ser humano, embora seja parte indelével da existência  humana. E quando falo em erro, falo do erro comum , erro cotidiano, o erro não causador de algum mal à humanidade, mas só ao próprio ser humano que cometeu algo tão humano.
Não ir bem na prova escolar, ou ser reprovado em prova de habilitação, ou ir mal naquela entrevista para novo emprego, fará de alguém uma pessoa  menos capacitada? Um ser humano deixa de ser humano se errar na direção e provocar pequeno acidente?  Se torna um criminoso ou um incapaz? Tomar um porre, vez ou outra, e dizer bobagens, faz alguém ser tolo? Claro que não, porém diante dos ensinamentos morais da sociedade , da rigidez ética de pais e mestres, será cobrado ad eternum por pequenos errps cpmetidos. Qualquer deslize e a lembrança vem à tona.
Enfim, parece que  o ser humano errar não é tão humano como querem fazer parecer.

Jorge Nicoli


Gráfica Color 7
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Nota sobre um Homem

Não se muda o mundo, muda-se o homem e o homem pode mudar as coisas do mundo. Para tanto o homem deve ser um predestinado. Uns acreditam em missão designada por Deus. São os crentes. Aos descrentes não caberia nenhuma missão? Uma discussão mística que não vem ao caso de um homem não crente  em Deus que mudou algumas coisas no mundo com sua inteligência, sua tenacidade, sua teimosia e, acima de tudo, sua coragem. Nunca teve medo de arriscar, de por em prática suas teses como, por exemplo, afirmar que a causa da doença era psicológica e não orgânica. Isto há mais de 100 anos. Da mesma forma quando usou a hipnose para curar histeria e, mais ainda, quando afirmou que o desejo sexual era a energia motivacional primária responsável pela vida humana e causa de alguns problemas psicológicos. Um homem que não inventou o inconsciente mas criou mecanismos para entende-lo. Não inventou a mente humana, mas criou um processo que possibilitou se chegar a   Não inventou a psicologia mas, graças a ele,  ela sobrevive com dignidade e respeitabilidade.
Um homem culto que se tornou popular por que explicaria tudo. O que não é uma verdade, mas se não explica tudo, suas teses podem explicar muito o comportamento humano.
O espaço é pequeno pára contar a história deste homem. Como é exíguo para descrever a sua contribuição para o desenvolvimento do ser humano e a psicanálise  foi o caminho encontrado por Sigmund Freud, nascido numa cidade do Império Austríaco, hoje pertencente à Republica Tcheca, em 6 de maio de 1856.
Como todo o gênio, admirado e contestado e como todo  o gênio, não passou pelo mundo em vão. Faleceu em 1939.


terça-feira, 5 de maio de 2015



Cicatrizes

O punhal fere a carne,
a água recorta o vale
e a mágoa corta a alma.

O sangue escorre pelo pulso,
o rio segue seu curso
e a lágrima corre pelo rosto.

Cicatrizes marcam o mundo
e calam fundo na vida.
A terra abre a boca para engolir a carne,
se fecha em mármore para esconder as feridas.

Os corpos se afastam
e o amor se afoga em mágoas.
As águas inundam o vale
e o sangue jorra pelo quarto.
feridas entre abertas
pelo corpo e pela alma.
Cicatrizes infindas
que marcam a vida e a morte.

Jorge Nicoli
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Vitória Parra
parceira do
Sopa de Cebola


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Nascer para a vida

Nascemos de parto natural ou de cesariana, dentro d´água , numa cama de hospital ou em casa, em berço de ouro ou de madeira comum. Enfim, para nascermos, basta um encontro ou tão somente uma contingência. Nascemos para o mundo, crescemos, nos tornamos adultos, vivendo no mundo e viver no mundo não é viver na vida.
Nascer para o mundo não é nascer para a vida, que precisa ter outro significado. O significado da consciência plena da existência, onde é preciso olhar para si, se encontrar dentro de nós mesmos. Não criando uma imagem que nos transformaria numa personalidade narcísica, muito distante da realidade que seria nossa sustentação na vida. Viver a vida , não é se esconder atrás de atitudes infantis, não é manter diuturnamente um sorriso no rosto, ou deixar lágrimas secarem nos olhos, não é encontrar Deus perdido em altares iluminados, tampouco afogar as mágoas num copo de cachaça. Festas, viagens, dinheiro, são coisas de um mundo capitalista, assim como as ideologias podem manter a imagem de uma vida. Só que a vida é muito mais do que tudo isso. Viver não é entender a vida, não é aplicar teorias freudianas para tentar explicar os porquês, disso ou daquilo.
Adquirir cultura é nos manter em contato com o mundo, é poder dialogar em bom nível, porém se misturar às frases e aos personagens é estar a margem da vida. É preciso que deixemos de ser um mero observador da nossa história e se tornar um protagonista da mesma.
Viver supera qualquer entendimento, diria Clarice Lispector. Para viver é preciso coragem, ousadia para romper com conceitos arraigados em nossa formação. É caminhar sem a proteção de guarda sóis ou de guarda-chuvas, é tropeçar e resistir aos arranhões, nos joelhos ou na alma, é amadurecer, mesmo que nos cause dor e angústia. Viver é se defrontar consigo mesmo o tempo todo.
Estar no mundo não é estar na vida, estar na vida não é nem nunca será uma tarefa fácil, muito pelo contrário, mas acredite, não é impossível.

Jorge Nicoli

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Lucilena Amann
Psicóloga
Parceira do
Sopa de Cebola


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Divagação sobre  Jesu
            Falar de Jesus Cristo será fácil se  eu optar por falar  apenas no aspecto religioso, um homem que teria morrido para salvar a humanidade. Filho único de Deus, que foi concebido sem pecado, morto dois dias antes da Páscoa e que ressuscitou no terceiro dia para  subir aos céus.  ''Agora se resolver discutir algumas questões sobre à luz da razão fatalmente haverá críticas, principalmente dos religiosos mais fanáticos, que querem ver Jesus apenas pelos olhos da fé. Que é normal, pois o que move a religião é a fé.
            Mas calma, não pretendo entrar em grandes polêmicas, até porque me falta um   conhecimento  mais profundo do assunto. Mesmo assim vou me arriscar  a falar da sexta feira que teria ocorrido a morte de Jesus, ou melhor, começar uns dias antes quando Ele  é levado à presença de Pilatos e este, político como era, resolveu entregar à decisão aos judeus. A parte conhecida da  história, a escolha entre Barrabás e o Filho de Deus. Era comum na época, por ocasião da proximidade da Páscoa soltar um preso. O povo optou por Barrabás, o que me parece estranho. Se foi o povo, o escolhido não seria Jesus? Segundo a Bíblia. Ele levava multidão para  ouvi-lo. Ou não foi o povo e sim os sacerdotes  que fizeram a escolha? Jesus não era muito querido por esta casta.
            Outra coisa a considerar, Barrabás, de fato, não era ladrão nem salteador, era zelote, um grupo que queria a libertação através da luta armada. Judas também era um deles e se aproximou de Jesus, para entregá-lo aos romanos, na esperança que o Unigênito de Deus, quando fosse preso chamasse o povo para se rebelar, mas a libertação que Ele queria não era deste mundo. Judas fracassou,, assim como fracassou a rebelião dos zelotes. Foram massacrados pelo exército romano que deixaram vivos, Barrabás, Dimas e Gestes que, crucificados, serviriam de exemplos para qualquer outra tentativa de rebelião.
            Mel Gibsom um religioso ortodoxo, em seu filme Jesus, faz acusação  aos judeus que seriam os responsáveis pela morte de Cristo. Os judeus, povo ou os sacerdotes, fizeram o tinham  que fazer, escolher um para ser liberto, e eles nunca consideraram Jesus como o Messias, os romanos cumpriram a lei, pois a eles pertencia o poder. Crucificaram três homens porque eles perturbavam a paz, de um modo ou  de outro, e o povo – como sempre – foi um personagem passivo nesta história.
            O fato é que Jesus tinha pouca importância para os romanos, para eles somente  mais um pregador, o incômodo era dos sacerdotes, pois Jesus contrariava alguns interesses religiosos , tanto que Pilatos, para não se indispor com eles, lavou as mãos.
            Jesus Cristo foi crucificado e nada mudou, o cristianismo só ganhou força com Paulo. Mas isso é uma história para outra divagação.
Xangô
Colaborador do Sopa de Cebola
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Mandala
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                                                                                  Xangô



segunda-feira, 4 de maio de 2015








As Artes e as Ciências Nasceram dos Vícios

A astronomia nasceu da superstição; a retórica, da ambição, do ódio, da adulação, da mentira; a geometria, da ganância; a física, da curiosidade vã; e todas elas, mesmo a ética, do orgulho humano. As artes e as ciências devem portanto o seu nascimento aos nossos vícios, e nós deveríamos duvidar menos das suas vantagens se elas tivessem tido origem nas nossas virtudes. Quantos perigos! Quantos caminhos equivocados na investigação das ciências? Por meio de quantos erros, milhares de vezes mais perigosos do que a verdade é útil, não é preciso abrir caminho a fim de alcançá-la? O problema é patente; pois a falsidade admite um número infinito de combinações; mas a verdade possui apenas um modo de ser.


Jean-Jacques Rousseau
nascido em Genebra,  dia 28 de Junho de 1712  foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço. É considerado um dos principais filósofos do iluminismo e um precursor do romantismo.
Para ele, as instituições educativas corrompem o homem e tiram-lhe a liberdade. Para a criação de um novo homem e de uma nova sociedade, seria preciso educar a criança de acordo com a Natureza, desenvolvendo progressivamente seus sentidos e a razão com vistas à liberdade e à capacidade de julgar. Faleceu em 1778;

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